quarta-feira, 28 de outubro de 2009



No final de 1985, na capital paulista, Nélson Brito (baixo) e Paulo Zinner (bateria) tocavam no Fickle-Pickle, onde posteriormente entrou – e saiu rapidamente – o vocalista Catalau. Este projeto não durou muito, e o trio somente se reuniu novamente quando encontraram o guitarrista Hélcio Aguirra, integrante do Harppia.

Com o entrosamento entre seus músicos, Hélcio passa a se dedicar somente ao Golpe de Estado, cujas canções eram predominantemente hard rock, mas com muita influência do blues e algo de heavy metal, além de serem cantadas em português. Em menos de um ano já tocavam pelos teatros e bares de sua cidade, e toda a recepção do público rapidamente culminou num primeiro registro, feito por Luiz Calanca, do Baratos Afins.

Simplesmente batizado de Golpe de Estado, o disco chegou ao mercado em 1986 com certa diferença em sua concepção, pois era um vinil com um dos lados em rotação 33 rpm e o outro em 45. Com a confusão na hora de tocar o vinil, muitos ouvintes das rádios paulistanas acabaram ouvindo “Olhos de guerra” na rotação errada.

O álbum vende rapidamente cinco mil cópias, um número considerável em se tratando de um lançamento independente. Sem conseguir assinar com uma grande gravadora, partem para o segundo disco, novamente pelo Baratos Afins. Forçando a Barra sai em 1988 e até contou com a participação da dupla Arnaldo Antunes e Branco Melo (Titãs) em Onde há fumaça, há fogo. Naturalmente bem mais coeso que o trabalho anterior, as canções estavam soando ainda mais rock n´roll e até mesmo mais dançante, e faixas como Moon dog, Parte do inferno, Noite de balada e Cobra criada foram muito bem aceitas pelos fãs.

Nem Polícia Nem Bandido chega em 1989 pela gravadora Eldorado, e com este disco abriram para o Jethro Tull e Nazareth. Com os estabelecimentos onde tocavam sempre cheios, o Golpe de Estado já estava consolidado na cena paulistana, inclusive tocando com certa freqüência na rádio FM 97.

O próximo álbum, sugestivamente chamado Quarto Golpe, sai em 1991. Os arranjos trazem mais influência de blues e rock n´roll que anteriormente, e, com este álbum, abrem para o Deep Purple, para a felicidade total de Zinner, que alegou ter nesta banda sua maior influência.

Em 1994 lançam Zumbi, o primeiro álbum a ser lançado no formato CD, onde optaram por um caminho diferente do que haviam seguido até então; a faixa-título, por exemplo, teve sua letra escrita por Rita Lee, além de cantarem sua primeira canção em inglês, "Slow Down", juntamente com covers de "My Generation", do The Who e "Hino de Duran", de Chico Buarque.

Com Zumbi também começam alguns problemas para o Golpe de Estado; a gravadora Eldorado se perdeu no planejamento, liberando apenas 2000 CDs iniciais, que se esgotaram rapidamente, além dos boatos de que Zinner estaria deixando o Golpe, surgidos após o baterista também passar a tocar na banda de Rita Lee.

No próximo álbum, o primeiro ao vivo (chamado Dez Anos ao Vivo), que saiu pela Paradoxx Music em 1996, o Golpe de Estado teve sua primeira mudança na formação, com a saída de Catalau. Problemas pessoais fizeram com que ele deixasse de cumprir seus compromissos profissionais, chegando a não comparecer no estúdio para gravar duas canções que também entrariam para neste disco. Quem assumiu o vocal foi Rogério Fernandes (Frickle Pickle e Eletric Funeral) nas canções Todo mundo tem um lado bicho e Cada um bate de um jeito.

Durante o ano de 1999, com o retorno de Catalau à banda, fazem diversas apresentações em grandes festivais. No ano seguinte quem assume de vez o microfone é Kiko Muller, que traz sua voz no álbum Pra Poder, de 2004, com produção musical assinada pela própria banda.

DISCOGRAFIA

1986 - Golpe de Estado



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1988 - Forcando a Barra



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1989 - Nem Polícia, Nem bandido



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1991 - Quarto Golpe



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1994 - zumbi



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1996 - 10 Anos Ao Vivo



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2004 - Pra Poder



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BONUS
Golpe de Estado - Brasil 2000



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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Por Carlos Raposo | Em 14/02/09 | Fonte: Arte Magicka

O início dos anos setenta é guardado com imenso carinho por aqueles que os viveram intensamente, formando a romântica juventude daquele tumultuado período.


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Originalmente publicado no site www.artemagicka.com.

NOTA DO EDITOR: para entendimento do texto, é recomendada a leitura dos links abaixo.

História da O.T.O.
Aleister Crowley: o mago de mil faces
Thelema: Uma Religião da Nova Era

O eternamente pouco populoso meio thelêmico não escaparia (felizmente) do romantismo que tomara conta da assim chamada geração para frente Brasil. Entre tantos que estiveram em contato inicial com o assim chamado Sistema thelêmico de realização espiritual, dois nomes despontam, bem mais pelo futuro que o destino lhes reservaria, do que pelo conhecimento, propriamente dito, da matéria elaborada por Aleister Crowley (1875-1947): os nomes são, Raul Seixas e Paulo Coelho.



Raul Seixas conheceu Paulo Coelho em 1973, através de um artigo publicado na revista "A Pomba", do próprio Paulo Coelho. A partir deste momento, nascia a tão famosa parceria musical que viria a projetar os dois no cenário nacional.

Paulo Coelho, então em contato com Marcelo Ramos Motta (1931-1987), tomava suas primeiras instruções sobre Crowley e a Lei de Thelema. O fascínio pela filosofia desenvolvida pelo controvertido mago Inglês não tardou a contagiar o promissor jovem escritor que, logo em seguida, a apresentaria a Raul Seixas. A vida e a obra dos dois foram fortemente marcadas por este período.

Motta, então, escreve para um de seus discípulos (Euclydes Lacerda de Almeida), pedindo para que este se responsabilizasse pelo desenvolvimento de Paulo Coelho, tanto na A.'.A.'. quanto na sua particular versão da O.T.O.. Marcelo Motta também comporia algumas músicas em parceria com Raul Seixas e Paulo Coelho. Entre as mais famosas estão as belas "A Maçã", "Tente Outra Vez" e "Novo Aeon" (essa ultima em parceria com Cláudio Roberto).

Paulo Coelho, seguindo a orientação de Motta, estabelece contato com a pessoa indicada e esta o aceita como Postulante e Estudante da Lei de Thelema. A significativa troca de correspondência entre Paulo Coelho e seu novo Instrutor durante o período 1973-74 nos dá a certa medida do entusiasmo e dedicação com que Paulo Coelho, desenvolvendo seus estudos, também tomava para si a responsabilidade de divulgação da Obra do controvertido mago Aleister Crowley. Este trecho de uma carta de Paulo Coelho, datada de 26/03/74, nos dá uma idéia de seu entusiasmo, bem como seu envolvimento com a filosofia thelêmica: "... como tomamos [Paulo e Raul] Crowley, principalmente Liber OZ, como base de um estudo social a que nos propomos, gostaria de ouvir e ser constantemente orientado por vocês no sentido de não comprometer nada, falando demais ou falando errado. Informe urgentemente como devemos continuar agindo na divulgação de todos os nossos ideais e nossas idéias."

Seu treinamento mágico teve início formal em 01/01/1974. Em seguida, Paulo Coelho seria admitido na O.T.O. de Motta, assumindo como Mote Mágico (ou nome mágico) "Frater Staars". Raul Seixas e Paulo Coelho, inspirados pela Lei de Thelema e pela Obra de Aleister Crowley, também formulariam um movimento que ficou conhecido como A Sociedade Alternativa, cujo hino, a música que leva o mesmo nome, é a própria declaração da Lei de Thelema.

Paulo Coelho, bem mais organizado que Raul Seixas, seguia firme com suas práticas e estudos thelêmicos. No dia 19 de maio de 1974, Paulo Coelho formaliza seu Juramento ao Grau de Probacionista, sendo admitido na A.'.A.'. com o Mote Mágico "Frater Luz Eterna - 313" (e não "Lúcifer", como erroneamente divulgado por certos autores nacionais). Junto a seu Juramento, envia uma carta em que seus ideais ficam expostos de forma bem clara. Nela, Paulo Coelho diz o seguinte:

"Continuamos a divulgar de todas as formas o Liber OZ, [...] A Sociedade Alternativa continua com o sucesso de sua caminhada no sentido de construir as bases sociais para uma verdadeira civilização thelêmica."

No entanto a eternidade de sua luz na senda thelêmica, bem como sua certeza de propósitos em relação a esta filosofia de vida, não iriam durar muito tempo: ironicamente, esta seria sua última missiva dirigida a seu Instrutor. Cinco dias depois, na sua famosa "noite negra do dia 24", Paulo Coelho, junto a outros "subversivos", é preso pela polícia do exército. Sim, ele de fato viu o "diabo" e, muito embora estes não possuíssem rabos pontudos nem chifres e usassem o verde oliva no lugar do vermelho, esse seria - segundo o pouco criterioso modo thelêmico de avaliação - o fim de sua carreira mágica, pelo menos naquilo que diz respeito a Thelema. Na verdade, como um exame mais inteligente demonstraria, este foi o início de sua realização tanto mágica quanto pessoal.

Na época, contudo, provavelmente a forte formação cristã (católica) de Paulo Coelho o tenha feito associar os dois fatos, mostrando-lhe então o quão "errado" ele estava em seguir "os passos da Besta". Mas isso é apenas mera especulação. Devemos sempre lembrar que todos têm direito de optar pelo que melhor lhes parecer. Alguns anos depois o novo Paulo Coelho se transformaria no mundialmente famoso escritor que todos conhecem. Não há lei além de faze o que tu queres e Paulo Coelho fez o que realmente quis.

Aqueles que conhecem esta parte da história do hoje famoso mago, sabem o quanto esta fase marcou o escritor que se formava. Esses também especulam qual é a verdadeira origem do seu conhecimento que, fragmentado e diluído, habita alguns de seus Best-sellers, além, é claro, do que significaria sua Ordem de RAM (também especulando, é curioso observar que a palavra inglesa RAM é designativa para Áries, Carneiro ou ainda de Bode Montês - nesse caso, o Trunfo XV do Tarot de Crowley).

Raul Seixas, por sua vez - que nunca quis vinculo formal com qualquer organização de cunho thelêmico - seguindo o exemplo de praticamente todos os estudantes de thelema daquela época os quais ainda guardavam uma réstia de bom senso, rompeu definitivamente contato com Motta. Raul Seixas, entretanto, seguiu de modo independente e anárquico, características bem próprias a sua fantástica personalidade, a divulgar a Lei de Thelema e a genialidade de Crowley. E assim, através de seus próprios méritos, ele se consagrou, e mesmo hoje, após sua precoce morte ele continua como uma agradável e inspiradora lembrança, bem vívida na mente daqueles que amam a obra do sempre eterno maluco beleza.

Para muitos esse foi o fim do sonho da Sociedade Alternativa, para outros entretanto, seu verdadeiro início...

Quanto a Marcelo Motta, a partir de 1974 ambos, Raul Seixas e Paulo Coelho, não mais se relacionariam com ele (e nem com ninguém associado a Lei de Thelema). Motta, por sua vez, como sempre acontecia em relação a seus "ex-discipulos" (ou a qualquer pessoa) que faziam sucesso, não os poupou de sua insana ira. Especificamente sobre o nosso queridíssimo Raul Seixas, valerá deixar as palavras do próprio Motta sobre ele, com a referida fonte bibliográfica. As palavras que seguirão abaixo são do próprio Marcelo Motta falando na terceira pessoa:

"Raul dos Santos Seixas: Cantor e compositor popular brasileiro. Foi em certo tempo um Probacionista de Marcelo Ramos Motta. Tentou USAR Crowley para sucesso pessoal, MACAQUEANDO os Beatles. Por sua própria requisição escreveu varias músicas tendo Motta como seu letrista. Tentou ROUBAR as letras e expurgou várias de suas letras, CURVANDO-SE a censura governamental. Cortou contato com ele."


Aleister Crowley
Num simples e curto parágrafo, Raul Seixas é acusado de "usar" o Crowley para sucesso pessoal, de se submeter a censura (quem o conheceu pode atestar o que o Raul achava da censura... e salvo me engano, a única musica do Raul que foi de fato censurada foi o debochado "Rock das Aranhas"...), além dele ser chamado publicamente de macaco e de ladrão. Enfim, Motta seguiu, processando e caluniando o Raul, da mesma forma como fez com tantos outros.

Marcelo Motta faleceu prematuramente aos 56 anos de idade, em 27 de agosto de 1987, sozinho, em Teresópolis, cidade serrana do Estado do Rio de Janeiro. Raul Seixas faleceu dois anos depois, em 21 agosto de 1989. Paulo Coelho continua sendo um sucesso e hoje ocupa a Cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras.


Wander Wildner, como é conhecido Wanderley Luis Wildner, (Venâncio Aires, 20 de setembro de 1959) é um cantor e compositor brasileiro. Ficou conhecido por participar da banda Os Replicantes, que teve grande importância no punk rock nacional dos anos 80.
Atualmente em carreira solo, iniciada fazendo versões de musicas, posteriormente passou a compor suas proprias canções. Lançou seu primeiro disco solo em 1996, intitulado Baladas Sangrentas produzido por Tom Capone pela gravadora Velas.
Teve algumas de suas canções regravadas por Ira! e Tequila Baby e participou recentemente de uma edição do popular Acústico MTV, intitulada Acústico MTV: Bandas Gaúchas, que reuniu também as bandas Bidê ou Balde, Cachorro Grande e Ultramen.

1997 - Balada Sangrentas



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1999 - Buenos Dias



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2001 - Eu Sou Feio ... Mas Sou Bonito



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2004 - Paraquedas do Coração



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2005 - Ao Vivo No Café Camalehon



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2007 - No rtimo da vida - Hits



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2008 - La Canción Inesperada



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Considerando o histórico do Baranga, todos já sabem o que esperar: rock´n´roll pesadão com cheirão de blues, sem frescuras e cantado em português. Como a própria banda deixa bem claro, ‘...a vida é uma só pra curtir sem dó...’, então toda a sacanagem dos eternos temas etílicos, mulheres fáceis cheia de amor para dar (quer coisa melhor?) e, é claro, sempre aparece algum carro no meio da história.

DISCOGRAFIA

2003 - Baranga



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2005 - Whiskey Do Diabo




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2007 - Meu Mal



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Ferrock
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Os altos índices de violência aliados a falta de ações culturais, de lazer e atividades profissionalizantes que tirassem o jovem ceilandense das ruas e o transformasse em cidadão consciente - através de ações sócio-econômicas e de combate à violência -, foram razões que levaram um grupo de amantes do rock'n roll a fundar uma entidade autônoma, intimamente ligada ao processo de organização cultural da cidade. Nascia assim, a quase 25 anos, o mais tradicional e expressivo Festival de Rock do Brasil e o mais antigo ainda em franca atividade, a ponto de fazer parte do calendário oficial de eventos do Governo do Distrito Federal (GDF) quando, em 2001, através de lei orgânica instituiu dia específico para esse evento.

O Ferrock nasceu com a missão de oferecer ao público de Ceilândia, ainda carente de atividades sócio-culturais: lazer, diversão, cultura e informação, através do engajamento na promoção de campanhas públicas, tais como Criança: Ontem, Hoje e Amanhã? (1986); Negro: Liberdade, Justiça e paz (1987); Nação indígena: Ontem, Hoje e Amanhã? (1988); Onde estão os constituintes? (1989); Idosos: Quando terão seus direitos reconhecidos? (1990); entre outros temas e campanhas sociais, agregando, a partir de 1994, a arrecadação de alimentos que são doados a creches e abrigos de idosos.

Entre 2004 e 2008 o Festival firmou parceria com a Administração Regional de Ceilândia e já chegou a arrecadar mais de 18 toneladas de alimentos não perecíveis junto a um público estimado em 25 mil pessoas.

o Festival sempre tem como meta arrecadar, pelo menos, 20 toneladas nos dias de evento.

Além da parceria já confirmada com a Administração Regional de Ceilândia, o Ferrock está empenhado em ampliar parcerias com: o Escritório das Nações Unidas Contra as Drogas e o Crime (UNODE) e a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Ministério da Justiça, em ações de orientação contra o uso de drogas em geral, prevendo uma farta distribuição de material informativo sobre os malefícios causados pelas drogas. Dará visibilidade, também, a Cruz Vermelha do Brasil através de um posto de saúde durante o show. Vale lembrar que em toda a história desse Festival, nunca houve registro de ocorrência médica grave.

O Festival, também, procura viabilizar a inclusão das campanhas: A camisinha (esclarecimentos sobre o uso de preservativos sexuais); Se Beber, não dirija (inclusive através da facilitação de transportes públicos); e Reciclagem de Lixo.

Todas essas ações têm a missão de manter a tradição de Paz, Amor e Rock´n Roll com Cultura, Informação e Diversão, cercados por muita solidariedade, marcas do Ferrock Festival.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009






Os Replicantes era uma banda brasileira de punk rock, formada na cidade de Porto Alegre em 1983. Atualmente com Júlia Barth o seu som lembra o rock alternativo, deixando um pouco de lado o seu antigo punk rock da época do cantor Wander Wildner.

Origem do nome

O nome da banda Os Replicantes é uma referência aos andróides do filme Blade Runner (1982) de Ridley Scott, no qual os replicants do filme eram muito parecidos com os seres humanos, porém mais fortes e ágeis.

Início da carreira

Em 16 de maio de 1984, com Wander Wildner (vocal), Cláudio Heinz (guitarra), Heron Heinz (baixo) e Carlos Gerbase (bateria), a banda se apresentou profissionalmente pela primeira vez, no Bar Ocidente, em Porto Alegre.

Em 1984, gravam a música Nicotina num estúdio de jingle, de quatro canais, com a ajuda do produtor musical Carlos Eduardo Miranda. Levaram a música para a recém criada Rádio Ipanema FM, que a incluiu na programação.

Em 1985 eles passam a fazer mais shows, gravam um videoclipe de "Nicotina", o primeiro da história do rock gaúcho, e resolvem gravar seu primeiro disco: um compacto duplo (vinil) com quatro músicas: "Nicotina", "Rockstar", "O Futuro é Vórtex" e "Surfista Calhorda". O disco é distribuído pelo selo Vórtex, dos próprios Replicantes. De forma independente, o compacto chega em várias cidades brasileiras e vende duas mil cópias.

Até 2006, gravaram dez discos, duas fitas de vídeo, um DVD e fizeram duas turnês pela Europa.

Reconhecimento nacional

Na sequência fazem um videoclipe para "Surfista Calhorda" e são convidados a participar da coletânea Rock Garagem, com a música "O Princípio do Nada". Em 1986 assinam contrato com a gravadora RCA (depois BMG/Ariola), e gravam o LP O Futuro é Vórtex, em São Paulo. As músicas "Surfista Calhorda" e "A Verdadeira Corrida Espacial" saem na coletânea Rock Grande do Sul, que traz as bandas De Falla, Engenheiros do Hawaii, Garotos da Rua e TNT. "Surfista Calhorda" tem boa aceitação nas rádios de todo país e logo se torna um hit.

O segundo disco, lançado em 1987, também pela BMG, é Histórias de Sexo e Violência, outro clássico, com "Sandina", "Astronauta" e "Festa Punk". Nesta época fazem uma série de shows em São Paulo, tocando ao lado de outras bandas do cenário da época, como o Plebe Rude, Cólera, Garotos Podres e 365. Lançam o primeiro vídeo da música brasileira em locadoras, a fita VHS Os Replicantes em Vórtex, com videoclipes e shows da época.

Nova fase

Em 1989, lançam o quarto disco, terceiro pela BMG, o também Papel de Mau, com Luciana Tomasi (produtora da banda desde o início) nos teclados e vocais de apoio. Após dois shows de lançamento, Wander Wildner sai da banda. O baterista Carlos Gerbase torna-se o vocalista dos Replicantes. O amigo e na época produtor da banda, e também baterista dos Cobaias, Cléber Andrade, assume as baquetas dos Replicantes.

Em 1991, com o amigo e saxofonista King Jim gravam o quinto disco, o vinil Andróides Sonham com Guitarras Elétricas, lançado pela Vórtex. Seguem fazendo shows e videoclipes.

Retorno de Wander Wildner e turnê na Europa

Em 2002, Carlos Gerbase sai dos Replicantes. Wander Wildner reasume os vocais, num show no Bar Ocidente, em maio, no aniversário de dezoito anos da banda.

Em abril de 2003, lançam o CD Go Ahead, e em maio vão para a Europa em sua primeira tour internacional, fazendo 24 shows em 27 dias.

O registro dessa turnê sai em janeiro de 2006, no DVD Go Ahead: A Primeira Tour na Europa a Gente Nunca Esquece. Em maio de 2006 voltam para a Europa na tour Old School Veterans Braziliasta.

Saída de Wander e fase atual

Na volta da tour, fazem alguns shows no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Wander decide ficar somente com a sua carreira solo de "punk brega". Junta-se então a vocalista Júlia Barth a banda, que fez seu show de estréia no OX, Porto Alegre.

Atualmente planejam a terceira turnê internacional, após lançarem o CD que está em composição (previsto para o primeiro semestre de 2008), para a comemoração dos 25 anos da banda, em 2009.

Discografia

1985 - Compacto



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1986 - O Futuro e Vortex



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1987 - Histórias de Sexo e Violência



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1989 - Papel de Mau



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1991 - Androides Sonham Com Guitarras Eletricas



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1996 - Ao Vivo



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1996 - Ao Vivo - Disco Original



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1999 - Hot 20



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2002 - A Volta Dos Que Nao Foram



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2003 - Go Ahead



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2004 - Em Teste



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2006 - Old School Veterans Brasiliasta



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Ao vivo no jaraguá



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Nasi e Os Irmãos do Blues foi formado pelo vocalista da banda IRA!, no começo dos anos 90, em jams feitas em São Paulo. A banda já participou dos mais importantes festivais de blues do país e gravou três CDs. Com o segundo, ao vivo no Nescafé Blues em 1995, o grupo garantiu lugar de destaque no cenário do blues nacional.
Com um repertório de composições próprias que vão desde o blues ao R&B, até o soul e funk, o Nasi & os irmãos do blues fazem shows irreverentes e sempre com grande sucesso.

FICHA TÉCNICA
Nasi - voz
Jonhnny Boy - teclados
Cláudio Tchernev - bateria
Renato Farias - trombone
David Richards - sax
Hugo Hori - sax
Fábio Magalhães - guitarra
Cláudio Morcego - baixo
Sérgio Duarte - gaita

DISCOGRAFIA

1993 - Uma Noite Com ...Nasi & Os Irmãos Do Blues

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1995 - Os Brutos Também Amam

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2000 - Ao Vivo Officel Bootleg

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2000 - O Rei Da Cocada Preta

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PLUS

Nasi e os irmãos do Blues nos estudios da Brasil 2000 FM

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